GALERIA

20 JANEIRO a 25 FEVEREIRO 2012
MANUEL BOTELHO – “Marcha Lenta”


Desafio
Expor num edifício ocupado pelo Laboratório das Artes no coração da cidade de Guimarães.

Três pisos: em cada piso uma longa parede. Uma apenas, onde é possível expor imagens. Nas restantes, vãos e janelas intrusivas deixam entrar o sol rasante de Inverno e a imagem arrebatadora do Largo do Toural. Para expor 8 fotografias e apresentar a instalação “Cartas de amor e saudade”, foi necessário criar barreiras longitudinais, paralelas à parede mestra, capazes de isolar o interior dessa intromissão visual.

Exposição
Portugal, final dos anos sessenta, a guerra em África. Um projecto iniciado em 2007 que recusa o apagamento da memória desses treze anos traumáticos da nossa história recente. Entre realidade e ficção, interroga-se o presente evocando do passado.
1º Piso
Enormes panos de tenda relembram a precariedade dessa guerra de “pé descalço”, travada contra os ventos da história. Castelos de cartas… um império à beira do colapso. Espingardas ferrugentas emergem da terra avermelhada. Restos de comida e mapas de lugares incertos. Das acções militares aos intermináveis tempos de espera.

2º Piso

Uma parede feminina, cor-de-rosa, isola o espaço da instalação.
Nando, radiotelegrafista em comissão na Guiné, e Lenita, empregada de escritório em Lisboa, são nomes fictícios de personagens reais, tão reais quanto as
cartasque trocaram durante 2 anos. Compradas da Feira da Ladra, fotografadas, transcritas, fragmentadas, montadas, retocadas e, por último, lidas por actores, a história que contam evoca as rádio novelas tão populares na época.

3º Piso
Um muro de velhos panos de tenda individuais. Sujos e gastos, suspensos como roupa estendida à janela, são sinal de corpos sofridos.
Uma bandeira dobrada, outra cobrindo um corpo
: regresso inglório, marcha lenta.

01/01/2012 – M. B.

20 MAIO a 17 JUNHO, 2011
MIGUEL LEAL – “Cripta” (fotos em breve)
FERNANDO JOSÉ PEREIRA – “O deserto não pode avançar mais: está por todo o lado”

16 ABRIL a 13 MAIO, 2011
XICO
CONTADOR DE HISTÓRIAS

Xico nasceu em Guimarães, 1979. Vive e trabalha nas Caldas da Rainha.
Licenciou-se em Artes Plásticas na ESAD – Caldas da Rainha em 2006. Realizou diversas exposições das quais se destacam “Crash”, Sala de Espera – Arte Contemporânea, Guimarães (2006), “Exposição de finalistas dos alunos da ESAD”, Caldas da Rainha (2006), “Projectos Transportados”, Laboratório das Artes, Guimarães (2005) e “Ping Pong”, Gueto, Caldas da Rainha (2003).

“Síndrome de Peter Pan”

“Interview”

“Eu não sou eu sou o outro”

“Mesa Verde II”

21 JANEIRO a 10 ABRIL, 2011
GUIMARÃES ARTE CONTEMPORÂNEA 2011
PARCERIA: CCVF E ESAP

Diogo Evangelista

Jorge Maciel

Luís Vieira

Tiago Baptista

Dalila Gonçalves


19 NOVEMBRO a 17 DEZEMBRO, 2010
MAURO CERQUEIRA

SERIN E AS TREPADEIRAS



.Trepadeira nº 3

.

Serin Skating Penha
14`22“

24 SETEMBRO a 13 NOVEMBRO, 2010
ANA JANEIRO

PISO_1

ANA JANEIRO – “Álbum_Índia Portuguesa_1951-1961″
FOTOGRAFIA

Ana Janeiro usa a fotografia como ferramenta operativa para desenvolver a sua pesquisa artística. A auto-representação, como forma de explorar questões de identidade, encontra-se no centro da sua reflexão.

Na exposição que agora inaugura,  Ana Janeiro, expande a sua pesquisa e aborda a questão de identidade partindo não só da auto-representação,  mas também, e principalmente, da história de vida dos seus avós e reflecte sobre o que dela ficou e lhe foi transmitido. Assim, o ponto de partida para a construção da exposição é um antigo álbum de fotografias do período em que os seus avós viveram na Índia (entre 1951-1961), bem como a correspondência trocada entre a sua avó e a mãe desta. Sem nunca se afastar das premissas que têm estado no cerne do seu trabalho, Ana Janeiro fala-nos de si na terceira pessoa.

Ana Janeiro (Lisboa, 1978) estudou fotografia na AR.CO, em 1997/98. Tem o Bacharelato em Pintura da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, (2002) e o Master of Arts em Fotografia do Kent Institute of Art and Design, Rochester, Kent, (2003). Expõe regularmente desde 2005. Lecciona no Atelier de Lisboa – Escola de Fotografia e Centros de Artes Visuais.


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05 NOVEMBRO a 13 NOVEMBRO, 2010
ANTÓNIO JÚLIO DUARTE + FILIPE FELIZARDO

António Júlio Duarte (1965) e Filipe Felizardo (1985) apresentam a peça  PLACE YOUR BETS AND PRAY FOR BLOOD, 2010. Na construção desta obra os artistas utilizaram longas sequências originais de filmagens de luta de grilos na China. Dessas filmagens cada um dos artistas seleccionou cerca de 20 minutos. Assim, esta peça é o resultado não de um confronto da selecção de filmagens efectuada por cada um dos artistas, mas de um diálogo em que a luta de grilos foi apenas o mote.  Nesta peça, ambos mantêm (mas também expandem) os universos nos quais se costumam movimentar: António Júlio – o Oriente, Filipe – a Música, que, nesta peça, assina juntamente com Luís Lopes.

António Júlio Duarte apresenta ainda a peça PARAR É MORRER, 2008. Um conjunto de diapositivos que resultam do corte (em frames) de um filme. (Quando falamos em vídeo, não nos estamos a referir nem à técnica nem ao suporte, mas ao trabalho realizado por um artista visual recorrendo à imagem em movimento).
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António Júlio Duarte e Filipe Felizardo

PLACE YOUR BETS AND PRAY FOR BLOOD, 2010
2 projecções vídeo, 20′
Música de Filipe Felizardo e Luís Lopes

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António Júlio Duarte
PARAR É MORRER, 2008
Projecção de diapositivos, aprox. 2’40”

22 OUTUBRO a 30 OUTUBRO, 2010
PEDRO DINIZ REIS

http://pedrodinizreis.com/Pedro_Diniz_Reis.html

Memories #1, 2004
Vídeo, pal, 16:9, cor, som
3’45’’



Breaking the beat, 2007/2008
Vídeo, pal, 4:3, cor, som
13’08’’

08 OUTUBRO a 16 OUTUBRO, 2010 ANDRÉ CEPEDA

Travelling, 1996/2008
1’26’’
Super 8 transferido para DVD

Casal, 2009
1’26’’
16 mm transferido para DVD

Bandeiras, 2010
2’03’’
16 mm transferido para DVD

24 SETEMBRO A 2 OUTUBRO, 2010
MANUELA MARQUES

Manuela Marques apresentou duas peças: Meetings, 2004 e Situation 1, 2004. A peça Meetings (constituída por cinco elementos) foi realizada no Rio de Janeiro em colaboração com um grupo de jovens actores. Das longas sequências originais de filmagens, apenas foram seleccionados alguns minutos. Os fragmentos seleccionados são apresentados em câmara lenta de forma a reforçar a intensidade da concentração dos actores – todos parecem estar num estado de transe que antecede um momento de explosão de emoções.

Em Situation 1, “uma mão em hiper-extensão por cima do soalho estabelece uma analogia com uma pata animal, suspensa por cima do chão” (Christiane Vollaire, Em Tensão).

Nas suas obras em vídeo, Manuela Marques mantém (ou expande) os pressupostos artísticos das suas fotografias: tensão permanente, expectativa, indefinição – como se algo estivesse na eminência de acontecer.

Manuela Marques (1959, Tondela) vive e trabalha em Paris.

A mostra, com curadoria de Raquel Guerra, decorre até 13 de Novembro e apresenta quinzenalmente um artista.

+ info:

http://www.carolinepages.com/

http://www.galeriavermelho.com.br

Situation 1, 2004 (video still)

Meetings, 2004 (video still)

Meetings, 2004 (video still)

Meetings, 2004 (video still)

Meetings, 2004 (video still)

Meetings, 2004 (video still)

07 MAIO A 25 JUNHO, 2010

PISO 1
PEDRO VALDEZ CARDOSO
– LIÇÃO DE ANATOMIA


Lição de Anatomia
reproduz uma trincheira de guerra com a habitual parede de sacas, capacetes de soldado, uma escada, uma mochila cordas e membros decepados: mãos, braços, pernas e cabeças.
A peça alude por um lado às origens da Cruz Vermelha, e por outro à noção de corpo fragmentado e de mortalidade infligida por estados de guerra. A instalação é construída a partir de sacas de serapilheira de café do Uganda, o que acaba por conferir mais um nível de leitura e até uma perspectiva criticamente implicada à peça.

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PISO 3
JOSÉ ALMEIDA PEREIRA
– OLHAR AMPLO

Olhar amplo é o mote sob o qual se vão abrigando uma quantidade indeterminada de exposições que se ligam a este título iconográfica e simbolicamente. “Olhar amplo” é por sua vez sinónimo da palavra – Europa – de raiz etimológica grega. Nesta exposição a realizar no último piso do Laboratório das Artes em Guimarães, serão apresentadas novas obras em instalação, escultura, pintura e desenho. Confrontar-se-ão representações simbólicas soberanas com interpretações de imagens que nos chegam do espaço extra-terreno. Uma analogia cosmológica que colocará em diálogo as implicações que cada elemento das obras adquire no conjunto deste ensaio visual, e o que o todo nos poderá dar a ver para além do que é representado.