Costa Norte

14 DE OUTUBRO/ 18 DE NOVEMBRO – 22h00

Costa Norte…….

Há naperons num estendal, braços cruzados virados para o horizonte e cordas longas que nos prendem à margem. Há gaivotas em terra, tempestade no mar e uma linha ténue que nos ilude. A Costa Norte está marcada, está carregada de vultos, de reflexos do passado, lágrimas de ferrugem e castelos de areia. A Costa Norte é silêncio e idade. E aos poucos foi-se entranhando no registo diário fotográfico de @alexcoelholima (arquitecto), @joao.bernardino (designer) e @kitato (jornalista), três ondas de Instagram que entre os dias 14 de Outubro e 18 de Novembro chegam às paredes do Laboratório das Artes, em Guimarães.

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Exposição António Gonçalves

15 DE JULHO/27 DE AGOSTO – 22h00

A Multiplicidade do Gesto

O gesto contém a personalidade daquele que o concebe, denuncia autenticidade e contém um carácter de singularidade. A pluralidade dos gestos constrói um corpo de legitimidade capaz de nos atrair atenção e criar relação no seu entendimento e fruição.

Apresenta-se nesta exposição uma multiplicidade de gestos que provocam reflecções relativas à linguagem do desenho e da exploração da sua simplicidade. O que está contido em cada gesto? O que se pode subtrair em cada composição? Por cada linha que se estende na folha de papel há uma denuncia da intenção, uma exposição do propósito.

 



Nota biográfica:

António Gonçalves (1975), Vila Nova de Famalicão.

Frequentou a Escola Soares dos Reis, Porto.

Licenciatura de Artes Plásticas – Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Frequentou a Faculdade de Belas Artes de Cuenca-Espanha, ao abrigo do Projecto Erasmus 1998/1999.

Frequência no Doutoramento em História de Arte, na Universidade de Les Illes Balears, Palma Maiorca.

Pintor.

Exposição Joana Paradinha

27 DE MAIO/09 DE JULHO

É sempre possível não olhar…

Nos relevos destes rostos procuro os caminhos de um território a explorar, paisagens de encruzilhadas e trilhos desenhados pelo tempo, mapa encriptado, gravado e impresso nos rostos de mulheres.

Percorro-as à procura das suas histórias, que se contam em cada olhar, em cada sorriso, em cada ruga. Oriento-me por este mapa de coordenadas incertas, e cujo norte (ou sul) é definido pelos afectos.

É sempre possível não olhar…

Nas sucessivas camadas gravadas perscruto-as, preciso de as ter comigo, de as homenagear como se reunisse nestas todas aquelas que fazem parte da minha própria história. Mulheres que conheci, que senti, que vivi, que estimei, que admirei e que lamentei. Que conheço, que sinto, que vivo, que estimo, que admiro e que lamento.

É sempre possível não olhar…

Cada saliência gravada convida-me. Entro e sinto estes rostos, penetro nas suas marcas.

Experimento estes rostos que me deixam penetrar e que me penetram. Experimento a sua juvenilidade esperançosa e apaixonada e a velhice sábia e conquistada…

Nas marcas riscadas pela mão, gravadas pelos ácidos e reveladas pela tinta desvendo as camadas das suas existências.

Acaricio a chapa, em gestos dedicados à sua presença.

Acaricio a chapa como se afagasse cada olhar, cada ruga, cada expressão, cada gesto.

Procuro na chapa o meu reflexo…

É sempre possível não olhar…mas não consigo.

 

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